“Cara, se foi atração ou amor eu não sei, mas foi diferente, foi engraçado e foi sério, mas não tinhamos chance nenhuma de prosperar, não tinhamos a compatibilidade de amar e muitos menos a saudade de casais normais, e como sempre procuramos o compreencivél e o mais fácil. Era amor de verão, era uma diversão.”
“Eu não sei se você faz isso porque não tem amor próprio ou porque tem até demais, mas as suas atitudes não fazem jus a quem você é de verdade, Bruno. E você pode até conseguir convencer o resto do mundo de que essa sua fama de play-boy-pega-geral é tudo o que você sempre quis. Quero ver é você convencer a mim ou a si mesmo. Porque no fundo, você sabe que não é tudo isso. Sabe que eu sei e se pergunta o porque de eu ainda me preocupar contigo. Eu só acho, Bruno, que você deveria largar essa pose de o-amor-não-me-toca, porque nem você aguenta mais ela. Ou vai dizer que você não trocaria essa fama fútil e inútil, por alguém pra você dividir a preguiça da segunda-feira? Confessa vai. Confessa que o que tu quer na verdade, é sossegar nos braços de alguém. Eu sei que tu quer. E é pelo mesmo motivo que sai beijando mil e uma bocas por aí. Quem sabe ela não está no meio das outras, não é? Não, não é. E você sabe disso. O que tu tem é medo, Bruno. Medo do amor. Você é inseguro. E nessa sua onda de insegurança, saí carregando tudo que aparece pela frente. Destrói tudo que gosta de você. E tu nem percebe. Embora devesse. Porque se você parasse um pouco e olhasse pros lados, ia notar que a única coisa que restou fora você e a sua fama, fui eu. Eu continuo aqui, porque eu quero tu abra esse coração pro mundo como tu já abriu pra mim. Quero que saia por aí vestindo esse sorriso bobo de moleque ao invés desse risinho irônico de quero-te-comer. Prefiro você de cara limpa e alma nua. Como quando a gente se vê. Tu fica tão bonito quando deixa que as pessoas te olhem por trás da nuvem que tu se esconde, Bruno… Confessa pra todo mundo que você prefere cafuné à sexo oral, e que tu trocaria essa vastidão de mulheres por uma garota só. Não é possível que você não saiba fazer nada certo tendo 19 anos, Bruno. A vida não é só sair pegando as garotas mais bonitas e vadias da cidade. A vida é sossegar de vez em quando também. E é disso que tu precisa: tranquilidade. Porque no fundo, é o que todo mundo quer. E precisa. Todo mundo almeja por um par de braços abertos no fim do dia. Alguém pra dividir os fardos. E as alegrias. E não é diferente com você. Porque seria? Tu é só um desses caras que saem por aí pegando todas, porque no fundo, tem medo de ficarem sozinhos. Só que a vida não é feita pra ser temida. Muito menos pra fazer rodízio de mulheres. Isso nem vida é. É sacanagem. Putaria. Perca de tempo. E não rende nada porque é só isso: uns pegas e tchau. Ah, Bruno… Eu queria poder te pegar pelo braço e te mostrar o caminho certo, mas não posso. E ainda que pudesse, não conseguiria. Porque de todos os teus medos, esse é o maior e o que te trava: mais que medo de amar, tu tem medo de não ser correspondido. Parafraseando Camila Nascimento, tu tem medo de que destravem a tua combinação.”
“Eu roubo o seu primeiro beijo, peço o segundo, te cobro o terceiro e te convenço a ir para o quarto, beijo.”
“Nostalgia: de dia saudade, de noite insônia.”
“É tão chatinha aquela dúvida de “será que eu fiz a coisa certa?”